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Um dia, resolvi fazer a brincadeira de ir revendo a vida desde que nasci, e fui contando assim, livremente, no ouvido de quem mais amo, a trajetória toda. Eles amavam em silêncio, a minha vida em capítulos. Com meus filhos, tenho a mais bela história de amor da minha vida. É uma mágica em que vamos tecendo um laço cada vez mais apertado. Eles dão sentido a minha vida. Eu dou sentido a vida deles. E então: somos felizes assim, um sendo a alma da vida do outro. Existem as diferenças, mas elas furam todas as ondas. Não interessa o que difere, interessa o que nos une e, juntos, vamos inteiros vida afora.

AFETO COM AÇÚCAR E CANELA

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ara onde quer que vá, vá de todo coração. (Confúcio)

"Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia..." (Lenine)

“As Pessoas Mais Felizes:

São Aquelas Que Não Têm

Nenhuma Razão Específica

Para Serem Felizes...

Exceto Pelo Fato Que Elas São.”


Para onde quer que vá, vá de todo coração. (Confúcio)









segunda-feira, 18 de abril de 2011

YouTube - Mercearia Paraopeba

(...é só clicar no link pra você conferir***vai lá!) aqui ó:;">YouTube - Mercearia Paraopeba

É um dos zilhões de anônimos filmes perdidos no mar global do YouTube. Mas tem cativado espectadores no país e exterior. Com mensagens empolgadas: "Não deixe de ver", "Como a felicidade custa pouco", "Nem tudo está perdido", "Dá vontade de ir lá fazer compras", "Só no interior tem essas coisas", é a rotina da gente boa tranquila-demais-da-conta do interior de Minas Gerais".
Assista você também a aos sete minutos de Um armazém das antigas, contando a história da Mercearia Paraopeba, de Itabirito. Singelo e sensível, o filme valoriza a simplicidade, e encanta, comove e dá saudade. O sotaque e o vocabulário lembram vozes queridas...
A cidade, a estaçãozinha de trem, as duas portas:parede, teto, chão e balcão, tudo atulhado de mercadoria, de comer, beber, trecos, tarecos e teréns, num caos simpático e familiar - quase vem o cheiro de velhos armazéns! O dono se identifica: "Eu me chamo José Augusto de Almeida", explica o nome da venda, "os produtos vinham de Moeda, lá no Paraopeba", e sua atitude. "A gente incentiva a produção; vai lá, conversa, leva a semente pras pessoas, né, faz aquela amizade, aquela parceria, né?".
Ativo e falante, o filho, que toca o dia a dia, acrescenta: "Tem produtos que eles não têm, né? E não tem o dinheiro, talvez. Já chegou no fim do mês, já recebeu, já gastou. Aí, ele traz o produto e fala: 'Ô Roninho, vou deixar aí. Quê que você podia me trocar?'. Aí, ele não me paga. Ou eu anoto, ou então a hora que eu vou na fazenda, na casa dele, pra entregar, ele, pra não ficar deveno, me vende a galinha, o frango, o ovo, a cidra. Aí, a hora que eu vou somar, falo, "Pera aí que eu que tô gastano', aí eu pago, ainda dou um tiquinho." E o pai: "Se planta feijão, leva arroz; se planta arroz, leva feijão." Mas pode ser geléia de mocotó. Ou a goiabada feita em parceria com a família de São Bartolomeu, que recebe o açúcar e fornece goiaba e mão de obra. O sabão de cinza, enrolado na palha de bananeira. Ou azeite de mamona, para iluminar e curar umbigo de menino. Ou jatobá, ou macela para travesseiro. O pai revela: "O segredo do negócio é o seguinte: a freguesia, nossa, vem só, vem porque nós temos de tudo, quase tudo, né? E também porque a gente trata todo mundo bem, né? Tanto faz ser rico, pobre ou remediado, aqui ele tá em casa". Eo filho: "Acaba a gente conheceno cada freguês pelo olhar ou então por aquele freguês que vem toda semana".
Passado e presente se fundem na fala mansa: "Papai, muito brincalhão né, de vez em quando desce com o caderno, fica o caderno aqui, apesar que ele tem um xodó danado com o caderno porque tem a letra da minha bisavó, do meu bisavô, e ele tem como recordação aquilo. E eu também vendo fiado aqui, né? Aí, um dia, chegou um senhor aqui pra comprar, né, e falou: 'Ô Roninho, eu tô quereno levar batata, tô quereno levar fubá, tô quereno levar biscoito de polvilho... E eu deixei aquilo, falei: 'Ôpa, vem alguma coisa aí, pra ver por que ele vinha aqui, né'. 'Mas eu queria que anotasse, tem jeito de você anotar pra mim?' Eu falei: 'Uai, perfeitamente. Nós vamos anotar pro senhor, mas como é que o senhor se chama?' A hora que ele falou o nome todo, aí o papai brincou com ele, falou: 'Pera aí, deixa eu ver se o antecedente seu ficou deveno meu avô; se ficou, aí tem jeito de vender não; mas se não ficou... Tava brincano, porque sabia que a pessoa era correta, e tudo..."
Roninho sucedeu o pai; Pedro, seu filho, se prepara para sucedê-lo. Ele aplaude: "Isso é o bacana, continuar essa sequência, é daqui que a gente tira o sustento."

Assim, a vida fica serena e cristalina como água correndo na pedra da montanha.
(Carlos Herculano*Estado de Minas)

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