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Um dia, resolvi fazer a brincadeira de ir revendo a vida desde que nasci, e fui contando assim, livremente, no ouvido de quem mais amo, a trajetória toda. Eles amavam em silêncio, a minha vida em capítulos. Com meus filhos, tenho a mais bela história de amor da minha vida. É uma mágica em que vamos tecendo um laço cada vez mais apertado. Eles dão sentido a minha vida. Eu dou sentido a vida deles. E então: somos felizes assim, um sendo a alma da vida do outro. Existem as diferenças, mas elas furam todas as ondas. Não interessa o que difere, interessa o que nos une e, juntos, vamos inteiros vida afora.

AFETO COM AÇÚCAR E CANELA

AFETO COM AÇÚCAR E CANELA
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ara onde quer que vá, vá de todo coração. (Confúcio)

"Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia..." (Lenine)

“As Pessoas Mais Felizes:

São Aquelas Que Não Têm

Nenhuma Razão Específica

Para Serem Felizes...

Exceto Pelo Fato Que Elas São.”


Para onde quer que vá, vá de todo coração. (Confúcio)









segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Colcha de Retalhos


Eu só sei fazer uma coisa de cada vez e uma coisa depois da outra. Sem parar. Quando eu vi aquela mudança na garagem, restos de uma vida desfeita, deu vontade de sentar e chorar. Logo eu, que adoro uma casa organizada e oxigenada. Depois de brigar resolvi fazer do limão uma limonada. Depois de conversado que o que é meu é meu e o que é seu é seu, resolvia abrir caixa a caixa, sacolinha a sacolinha e colocar tudo pra conviver. Nada de coisas com cheiro de guardado. Todos os ambientes ganharam um novo detalhe e tudo ficou mais bonito. Uma trabalheira que valeu a pena. Até um cantinho especial, eu fiz...uma espécie de "colcha de retalhos"...Dessa encrenca feliz chamada família. A gente vem de uma e cria outra, ela é o nosso começo e nosso fim, os traços compartilhados, as lembranças que podem ser contadas mil vezes sem jamais perder a graça e os laços, nós apertados que às vezes se afrouxam, mas jamais se desfazem.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Túnel do Tempo








"Nesta vida sou pastora/ Mas pertenço a linhagem dos reis/ Não à linhagem dos reis terrenos/ Mas à linhagem das árvores nobres/ Meu pai era cedro puro: alto, forte, majestoso. Com ele aprendi a dignidade,/ Reconhecer o sentido da honestidade / A dar a palavra de honra/ Minha mãe era peroba rosa/ "Madeira que cupim não rói" / De pé cedinho/ Espalhando alegria logo de manhã. Com ela aprendi a render graças / A cozinhar cantando / Não ter medo do batente/ E saber que a vida, mais que tudo é um presente."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Para meus Filhos...



Respinguem cores em seu dia, matem a saudade do que foi lindo de viver. Até o que não é verdade às vezes faz bem - apenas escutem. Ponham a música que desperta os dias de glória e não as melodias dos dias comuns.

Enfeitem a mente de purpurina, sonhem e pronto. Também podem pegar aquela foto que estão abraçadinhos com o colega do colégio. Isso mesmo, ponha no Orkut. No mínimo, quem visitar sua página vai achar fofo demais. Use hoje aquela roupa hoje, nada de guardar porque vai sair de moda. Se ningúem não olhar para vocês na rua, pelo menos vai ter a impressão de que o passado invadiu o presente.

Prestem atenção: jeitinho de ser bacana faz falta demais. Tem pessoas que vivem carrancudas, cobrando amor, reclamando de tudo… Chega! Seja livre ! Seja alegre e desperte as emoções que vivem guardadas. Revele seu lado especial e veja os resultados. Suba as escadas como se elas fossem de castelos. Mostre o sorriso e se desfaça das dores. Acredite, a gente pode mudar o mundo, que dirá o nosso mundo.

MENINOS, modifiquem o visual e o olhar. Este é fundamental na conquista da vida. Se brilhar, ofusca o interesse de quem está por perto. O sorriso ilumina! E sobra gente precisando de um raio que deixe claro alguns instantes a sua caminhada. Façam de conta que a porta do céu abriu para vocês hoje e sigam em frente. Comecem observando as passadas firmes no chão. Quando forem para o chuveiro, sintam a maneira como o sabonete acaricia sua pele - deixe deslizar bastante, para sairem super perfumados. É um bem-estar maior, porque o toque ameniza o que não está muito legal.

MENINAS, a maquiagem pode ser caprichada e leve - aprendam os segredos do que lhes cai bem, o que vale um bônus em sua feminilidade. Vestidinho solto, jeans apertado, sandálias altas ou rasteirinhas charmosas, tanto faz quando se está livre na paixão da vida. Se estiverem no pique, vão "vestir" também um rebolado de dar inveja…
Motivem-se para dias melhores, nada de ficarem sentados ou deitados em casa pensando no que se foi. Dê uma plugada na liberdade da paixão pela vida, vocês não vão se arrepender por tudo que conseguirem obter.

Não esqueçam, vocês tem o dever de saberem lutar para permanecer feliz. E tratem muito bem e com carinho o seu lindo coração.


Dicas:

- Subir no salto de vez em quando faz bem, no mínimo vai poder observar as belezas da vida um pouco mais acima dos que estão à sua volta.

- Liberdade faz a alma ficar leve. Se estiverem com vontade de serem livres nos sentimentos, digam sim à coragem e deixem escapar palavras bonitas - elas vão fazer de vocês mais especiais do que já são, e o outro vai ficar extasiado com seu jeito de ser.

- Tudo na vida deve ter equilíbrio: se não estiverem prontos para dizer o que o seu coração está pulsando naquele momento, esperem o momento certo. Nada de sair atirando sem proteção.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Naquele Tempo...

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre… Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia: – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma festa gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebiamos em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Precisa-se de um objetivo

-Queria fazer uma coisa diferente. Uma coisa que eu nunca tivesse feito antes.
- O quê?
- Ainda não sei. Tem que ser uma coisa muito legal.
- Pular de bungee jump?
- Nem morta!
- Voar de asa delta?
- De jeito nenhum!
- Tatuar uma rosa na nuca?
- Também não tenho coragem.
- Tatua "coragem", em latim, na nuca!
- Tatua você!
- Sair sem calcinha?
- Quem disse que nunca saí sem calcinha?
- Cozinhar um risoto de queijo brie?
- Não tem brie na geladeira.
- Pinta o cabelo de vermelho!
- Já pintei.
- De preto.
- Também.
- Pinta de roxo, então!
- Nunca quis pintar de roxo, mas uma vez ficou.
- Vai pra balada sozinha.
- Pensei nisso, mas sou muito timida.
- Cheirar cocaína?
- Pirou?
- Pegar mulher?
- Não!
- Pô, vai fazer o quê, então?
- Acho que vou experimentar uma fruta nova.
- É um começo. Tem na geladeira?
Caminho até a geladeira. Abro-a. Sinto frio. Esqueço o que estava procurando. Investigo a gaveta de frutas. Pego uma fruta vermelha desbotada, pequena, aspecto estranho, mas bonita, todas as frutas são bonitas, até a de conde. Encaro a fruta. Ela faz pouco de mim. Não sei como é que se come a fruta nova. Lembro que é por isso que não gosto de experimentar frutas novas - por não saber comê-las.
Improviso.
- Seu aniversário tá chegando.
- É.
- Vai comemorar?
- Se houver motivo…
- Como assim "se houver motivo"?
- Se houver motivo, ué, motivo de comemoração.
- Chegar aos.... já não é o motivo?
- Só se for para velório!
- Mulher, você tem algum objetivo a ser alcançado, uma meta a atingir, para depois juntar os amigos e beber meia dúzia por ter conseguido?
Silêncio.
- Você precisa de um objetivo.
Cuspo a fruta.
- Calma. Vamos pensar em alguma coisa.
- Que tal trocar de casa?
- Tô satisfeita com a minha.
- Já sei: emagrecer dois quilos!
- Tô gorda?
- Começa um trabalho voluntário. Adota um gato  e faz ele engordar três quilos!
- Não, que saco, não quero gato, detesto gato.
- Ah, sei lá!
- Tá vendo?
- Péra aí… Por que você não aprende Espanhol?
- Não.
- Francês?
- Não!
- Reconquista um amor do passado?
- Esquece...
- Claro: compra uma geladeira nova.
- Dã…
- Já sei. Engravida.
- Não, não dá mais...
- Pô, desisto.
Provo a fruta pela segunda vez. Até que não é má.
- Tive uma idéia.
- Qual?
- Minha meta é abrir as pernas em espacat e encostar o peito no chão.
- Sério?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aprendiz...

É muito tempo, eu sei, mas tem coisa que demora mesmo. Coisas que são tecidas fio a fio. A gente não sabe do avesso dessa trama, a gente desconhece onde são dados os laços, a gente só sabe que vai indo bem em frente naquela direção. A gente nunca vai saber se é destino ou se é escolha, só sabe que puxa. E a gente vai. A fruta amadurece no pé e na hora certa a gente colhe e come. Porque tem a hora certa das coisas, o tempo certo, a simplicidade sofisticada das coisas tecidas fio a fio. Tentar fazer diferente e conseguir. Que o laço já é inquebrável, agora só falta a alegria do dia a dia.